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Em um jogo marcado por muito equilíbrio e tensão, o São Paulo eliminou o Palmeiras nos pênaltis, neste domingo, em pleno Allianz Parque, pela semifinal do Campeonato Paulista, e foi à final após 16 anos - a última havia sido em 2003.
O empate sem gols no tempo regulamentar foi marcado pelo uso do VAR, que anulou um tento para cada lado.
Liziero marcou para os tricolores no início do segundo tempo, mas o recurso de vídeo apontou impedimento. Mas tarde, Deyverson anotou para os anfitriões, mas, novamente, o monitor mostrou que o camisa 16 estava em posição adiantada.
Depois, nas penalidades, Ricardo Goulart bateu mal e chutou na trave. Tiago Volpi teve a chance de dar a vitória ao São Paulo, mas Fernando Prass defendeu. Nas alternadas, Volpi se redimiu, pegou a batida de Zé Rafael e classificou os tricolores.
Agora, o São Paulo pega o vencedor de Santos x Corinthians, que se enfrentam pela outra semifinal nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília). O duelo de ida, em Itaquera, terminou com vitória corintiana por 2 a 1.

O JOGO

Empurrado pela torcida, o Palmeiras começou a partida indo para cima e rondou a área são-paulina com vários cruzamentos desde o início. A dupla de zaga tricolor trabalhava bem para cortar e tentar segurar a pressão inicial no Allianz Parque.
A primeira chance muito clara do Verdão veio aos 9, quando Deyverson cruzou da esquerda e Gustavo Gómez subiu bem para cabecear. Sua finalização, porém, foi no meio do gol, e Tiago Volpi agarrou sem maiores problemas.
Os comandados de Luiz Felipe Scolari seguiram em cima, e criaram outra grande chacne três minutos depois: Dudu cruzou, Volpi tentou cortar e acabou mandando para o meio da área. Ricardo Goulart chegou batendo, mas a zaga travou.
Em seguida, mais uma do Alviverde: aos 15, cobrança de escanteio pela esquerda, a bola desviou e sobrou para Deyverson livre. De perna direita, o centroavante tentou tirar do arqueiro adversário, mas acabou jogando para fora.
Após isso, no entanto, a partida caiu de ritmo, com aumento da tensão em campo e muitas faltas e discussões entre os rivais. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza tentava controlar na base da conversa e evitava puxar cartões amarelos.
A melhor oportunidade do São Paulo veio aos 43, quando Antony recebeu excelente enfiada de bola de Everton e saiu cara a cara com PRass. No entanto, o garoto tricolor chutou fraco, e arqueiro palestrino salvou com uma espalmada.
No início da segunda etapa, o Tricolor chegou até a fazer um gol com Liziero, após passe de Igor Gomes na área. No entanto, após revisão do lance no VAR, o tento foi anulado por impedimento do atleta são-paulino.
A resposta palestrina foi aos 7 minutos: Dudu recebeu pela esquerda, entortou a marcação e cruzou para Deyverson, que chutou forte de perna esquerda, mas em cima de Volpi, que conseguiu fazer boa defesa.
Quatro minutos depois, outro lance perigosíssimo do Verdão: Scarpa dominou pela direita da área, cortou para a perna esquerda e tentou surpreender Volpi com um chute no canto, mas acabou mandando no pé da trave.
A torcida alviverde tomou um susto daqueles aos 16, quando o perigoso Antony apareceu livre pela esquerda e chutou cruzado, tirando tinta do poste de Fernando Prass. O bandeira, contudo, novamente paralisou a jogada por impedimento.
Os treinadores, então, resolveram mexer: Cuca tirou Everton e colocou Carneiro para dar altura ao ataque do São Paulo. Do outro lado, Felipão sacou Gustavo Scarpa, que havia caído de produção, e colocou Zé Rafael.
Logo depois, duas trocas por lesão: Reinaldo sentiu e deu lugar a Léo Pelé na lateral esquerda tricolor. Quase simultaneamente, Victor Luís também se contundiu pelo Palestra e deu a vaga a Diogo Barbosa.
Aproveitando uma rápida escapara de Dudu pelo lado direito, o Palmeiras assustou aos 29, no cruzamento rastante do camisa 7. Volpi conseguiu interceptar a bola que ia nos pés de Ricardo Goulart para concluir às redes.
O VAR voltou a trabalhar aos 32: Diogo Barbosa fez excelente jogada pela esquerda e cruzou para Deyverson, que dominou, girou o corpo e tirou de Volpi com um leve toque de perna esquerda. Inicialmente, a arbitragem deu o gol, mas, após revisão no vídeo, foi marcado impedimento e anulado o tento alviverde, para frustração dos quase 40 mil presentes no Allianz.
Na última boa chance do tempo regulamentar, Zé Rafael dominou bom passe na intermediária, avançou sem ser incomodado e arriscou batida cruzada, que passou ao lado da meta adversária. E, assim, o duelo foi para os pênaltis.
Na marca da cal, deu São Paulo.

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