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Danilo Almeida
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Postada em 03/01/2018 ás 09h00 - atualizada em 03/01/2018 ás 09h00
Mesmo com risco de prisão, policiais civis do RN seguem com paralisação
Com salários atrasados, o estado enfrentou paralisações da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Eles pedem regularização dos salários atrasados e melhores condições de trabalho.
Mesmo com risco de prisão, policiais civis do RN seguem com paralisação

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (2) os policiais civis do Rio Grande do Norte decidiram que permanecem trabalhando em regime de plantão, mesmo diante da possibilidade de serem presos. Ele vão se apresentar na sede da Polícia Civil, em Natal, na manhã desta quarta-feira (3) a partir das 8h. A ação faz parte da mobilização que a categoria vem realizando desde o dia 20 de dezembro, cobrando o pagamento dos salários de novembro, dezembro e do 13º.



O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança (Sinpol) diz que ainda não foi notificado da determinação judicial sobre possíveis prisões de policiais. "Pela decisão que nos foi passada extra-oficialmente pela Delegada Geral, há determinação para sermos presos caso não retornemos ao trabalho. Mesmo assim, os policiais vão se apresentar na Degepol correndo o risco de prisão", afirma Nilton Arruda, presidente do Sinpol.



Ele também reforça que os policiais não estão de greve. "Nós ressaltamos mais uma vez que os policiais não estão em estado de greve, estão em estado de necessidade. Eles estão cobrando o pagamento dos salários atrasados para que possam ter condições de se alimentar e de se deslocar ao trabalho e, então, exercerem suas atividades normalmente", argumenta.



Por isso, de acordo com ele, os policiais civis decidiram por se apresentarem no prédio da sede da Polícia Civil. Na ocasião, a categoria deve realizar novas deliberações sobre o futuro da mobilização em prol dos salários, segundo a assessoria de imprensa do Sinpol.



"Vale lembrar que, além de estarmos sem salários, também não temos nenhuma previsão de pagamento. O Governo do Estado divulgou um calendário na semana passada, mas não o cumpriu. Havia outra possibilidade de pagamento nesta terça-feira (2), o que também não se concretizou. Ou seja, é complicado o Estado e a Justiça quererem obrigar os servidores a trabalhar com três pagamentos atrasados, sem dinheiro nem para alimentação e transporte", reclama Nilton Arruda.



Crise na segurança



Com salários atrasados, o estado enfrentou paralisações da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Eles pedem regularização dos salários atrasados e melhores condições de trabalho. Desde a terça-feira (19), PMs se negavam a sair dos batalhões da capital e do interior e policiais civis trabalham em regime de plantão. Setenta homens e mulheres da Força Nacional foram acionados para fazer patrulhamento na capital. A PM voltou às ruas nesta terça (2).



A Justiça considerou a paralisação ilegal, mas após reunião nesta quarta-feira (27), a PM decidiu manter a posição de não ir às ruas.



Os policiais civis e delegados, que também aderiram ao movimento. Desde o dia 20 de dezembro a Polícia Civil trabalha em regime de plantão, atendendo a população apenas das delegacias de plantão e regionais.



Ajuda financeira



O próprio governador anunciou nas redes sociais - no dia 21 de dezembro - que o RN receberia R$ 600 milhões do governo federal e divulgou caledário de pagamento dos salários de novembro, dezembro e 13º. Mas o Ministério da Fazenda negou o repasse após recomendação do Ministério Público de Contas. O estado recorreu da decisão administrativamente.



No dia 26 de dezembro, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou que está em estudo no Ministério da Fazenda e no Banco Mundial um plano para ajudar o Rio Grande do Norte. Segundo ela, a ajuda não envolverá recursos da União, mas, sim, um empréstimo do Banco Mundial ao estado. Até o momento nada foi acordado.



Desce a sexta-feira (29), o Exército Brasileiro realiza o patrulhamento nas ruas de Natal. O governador Robinson Faria passou o controle da Segurança para os militares através de decreto.





G1


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