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Danilo Almeida
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Postada em 19/01/2016 ás 20h34 - atualizada em 19/01/2016 ás 20h34
Um ano após assassinato, Mineirinho lembra Ricardinho: "Era casca grossa"
Campeão mundial revela que, a partir de 2007 no Taiti, passou a se inspirar no amigo, quando ele o ensinou a ter atitude em mar grande com apenas 16 anos de idade.
Um ano após assassinato, Mineirinho lembra Ricardinho: "Era casca grossa"

Adriano de Souza mostra tatuagem em homenagem ao amigo Ricardo dos Santos (Foto: David Abramvezt)

Assassinado no dia 20 de janeiro de 2015, Ricardinho dos Santos passou a ser um elo de Adriano de Souza com o mundo espiritual. Um ano depois da morte, o atual campeão mundial de surfe acredita que a memória do amigo impulsiona positivamente sua carreira e que ela foi fundamental para a conquista do caneco, em dezembro passado, em Pipeline. Além de carregar na mente e no coração a presença de Ricardo, Mineirinho também leva no braço esquerdo uma tatuagem igual a que Ricardo tinha: a inscrição de três palavras: força, equilíbrio e amor. Para ele, esses três elementos representam o legado deixado por um dos melhores tube riders (especialistas em tubos) que o Brasil já teve.


- O Ricardo deixa um legado de muita força, de muito equilíbrio e muito amor. Eu tenho essa tatuagem que representa muito ele na minha vida - disse Mineirinho, em Fernando de Noronha, onde ficou até a última segunda-feira, para a gravação do programa Nas Ondas, da TV Globo.


Mineirinho diz que sempre foi impressionado com a atitude que Ricardinho tinha quando o mar estava grande e tubular. Criado nas ondas pequenas e médias do Guarujá, Adriano demorou um tempo para engrenar em ondas maiores e mais pesadas, como as de Teahupoo, no Taiti, e mesmo em Pipeline, no Havaí, duas das mais tradicionais etapas do Circuito Mundial


- O que mais me impressionava no Ricardo era, com certeza, a atitude, a postura e a vontade dele mostrar que era o cara nesse tipo de onda. Eu convivi com ele em situações que eu pensava: "Por que ele está fazendo isso?". Em situações em que era quase impossível surfar, ele olhava para todo mundo e dizia: "vocês não vão? Eu vou!", e ele ia. Ele queria uma provação nossa. Essa atitude dele fez ele crescer bastante no mundo do surfe, nesta comunidade que a gente vive. E ele era casca grossa, ele era destemido quando as ondas ficavam grandes.




Mineirinho acompanha velório do amigo Ricardo dos Santos em janeiro de 2015 (Foto: Renan Koerich)


Conhecido por ser um dos surfistas que acorda mais cedo para treinar e fica mais tempo no mar, Adriano faz questão de ressaltar que Ricardinho muitas vezes já estava surfando quando ele chegava na arrebentação.


- Toda vez que eu treinava cedo, que eu queria me empenhar e me dedicar mais do que todo mundo, eu chegava no outside (arrebentação) e ele já estava lá. Então, eu falava que aquele cara queria muito mais que eu. Eu aprendi e convivi muito com o Ricardo nessa situação, mas ele se foi. Mas eu tenho certeza que essas atitudes que ele teve aqui na Terra ficaram na minha memória, ficaram no meu dia a dia. E hoje ele representa muito na minha vida também.




Ricardinho dos Santos pega tubo em Teahupoo, no Taiti, em 2012 (Foto: Steve Robertson / ASP)


Mineirinho lembra de um episódio em 2007 em que passou a se inspirar na atitude de Ricardinho dentro do mar. Ricardo era um free surfer, surfista pago para viajar o mundo em busca de mares perfeitos sem se dedicar às competições - apenas em algumas ocasiões ele disputou as etapas de Teahupoo e Pipeline, por se dar bem nas triagens. Sendo assim, o encontro dos dois era quase sempre em treinos e no chamado free surfe.


- O momento que mais marcou com o Ricardo foi um free surfe no Taiti, em 2007, quando eu estava no Circuito Mundial aprendendo a surfar ondas grandes e, após o campeonato, eu fiquei um mês no Taiti. Essa época eu tinha 19, 20 anos, e o Ricardo tinha 16. Eu fiquei lá e o Ricardo veio junto comigo e ele, com 16 anos, se atirava nas ondas poderosas e não tinha medo da bancada de Teahupoo, mesmo na primeira temporada dele lá. E eu senti uma fonte de inspiração para eu ir nas ondas também, e isso ficou marcado eternamente na minha memória. Depois daquele free surfe tiveram diversas outros, mas aquele ficou marcado, porque foi meu início em ondas pesadas e tubos de Teahupoo, mas para ele era como se ele estivesse surfando na Guarda do Embaú.

FONTE: Globo Esporte
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